*



*

Princípio da submissão

Não sou tua submissa porque Te amo.

Te amo porque sou tua submissa.


Amar Yasmine

*


Minha Alma

Eu amo minha alma despojada



Minha doce alma submissa



Minha alma que espera.. espera.. espera



Minha alma que espera quieta, subserviente e nua



Eu amo esta minha alma



Que de tão devassa e suja



Se torna pura



Amar Yasmine

*







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25 de ago. de 2011

Três anos e sete meses...




Três anos e sete meses de dedicação, doação, compreensão, servidão total e irrestrita, entrega sem questionamentos e o elo se rompeu, deixando o vazio, a saudade, a tristeza do adeus.

Aos amigos, sempre presentes, agradeço por compartilharem conosco dos momentos de alegria, também de insegurança (sim, confesso que não sou um poço de segurança, não sou uma fortaleza, embora alguns digam que sou uma rocha). Sua presença foi por demais importante para o meu crescimento como serva.

Ao DONO, que por todo este tempo teve minha vida em suas mãos, sujeita à sua vontade e a seus desejos mais sádicos, digo que tem a minha gratidão por ter cuidado tão bem desta escrava que, se na maioria das vezes conseguiu satisfaze-lO, tem plena consciência que falhou em alguns momentos por não suportar as torturas na alma.

Resta pedir à vida que permita que o Ele guarde uma boa lembrança de Amar Yasmine, sua escrava que sempre o amou e respeitou como Homem e como DONO.

E, como diria Vinícius de Moraes em seu "Soneto da Separação:

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.

De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente

Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.

***


Obrigada, recebam todos o meu carinho

nos vemos por aí.

Doces besos!



Amar Yasmine


24 de jan. de 2011

Da cama, direto para o coração de vocês...



Este é para agradecer cada um dos comentários aqui deixados no post anterior. Houve um tempo que eu respondia um a um na caixa de comentários... depois, em função do tempo, passei a não fazê-lo. Hoje, no entanto, quero agradecer o carinho recebido num post especial onde, além de retribuir a consideração que têm comigo, explicarei o motivo que me levou a publicar o texto anterior.

É muito difícil me tirar do sério, desta vez me tiraram. Não pelo que dizem a meu respeito que isso nem chega a me incomodar. Eu me preocupo apenas com a imagem que o SENHOR DEXPEX, meu DONO, tem a meu respeito. Mas me chateei com o desdém que foi usado com algumas amigas, verdadeiras submissas, que se dedicam na totalidade, que mesmo tendo medo nunca dizem um não, que TUDO fazem para ver sorrir seus Donos, porque é do prazer deles que tiram seu próprio prazer.

Sabemos que há várias nuances de entrega e não cabe a ninguém aquilatar o tamanho de cada uma. Não há, que eu saiba, um curso que abalize alguém a avaliar o potencial de cada submissa e isto nem é o mais importante. O que importa é a disposição de servir a quem está no comando. Respeito o quanto cada submissa pode dar de si e o empenho que coloca em cada ato de obediência.

Às submissas que não suportam práticas pesadas eu digo que não se entristeçam. Não é apenas de provocar dor física em sua escrava que vive o prazer de um Sádico Dominador. Claro que ele também irá se deleitar com a visão do medo nos olhos dela, ou com a visão da vergonha por não conseguir ir além. O prazer de um Sádico Dominador certamente advém também do esforço que sua escrava faz para quebrar barreiras e romper limites, de sua dedicação, abnegação, encantamento, amor e obediência, evidentemente.

A estas meninas corajosas e despojadas, que sempre acham pouco o que fazem para a satisfação de seus Donos, minha vontade é de colocá-las no colo e adormecê-las cantando uma canção de ninar.

Só não digo o mesmo às topetudas, arrogantes, metidas a mandar na relação, manipuladoras, que além de não serem submissas ainda se julgam no direito de criticar negativamente quem verdadeiramente é. Também não tenho paciência com quem desrespeita a hierarquia SM e não se apresenta aos olhos de todos com a postura adequada. As que não se tocam que são o cartão de visita de seus Donos.

Agradeço os comentários dos Senhores Dominadores:
SR. WILSON® e Sybilla "Uma mente Inquieta". Seria muito bom e útil se Dominadores sempre lessem e comentassem nos blogs dos submissos, como acontecia há algum tempo atrás.

Agradeço também, muito e de coração, aos carinhosos comentários das amigas de sempre:
{umbra}_MD, yaffa de LEON, ₤α fєммє, {Λїtą}_ŞT, sub_ ísis, alyna, lilica{D.E.}, cleópatra submissa, ([{mila}])MAGNO, {bdøўη}LF, § яєßє¢α de O AMO §, princesaSr.WZ®, § ¢яιѕταℓ ∂є Eяσѕ § e {ÍsisdoEgito}JZ (na ordem de comentário).

Aproveito para agradecer também à § ¢яιѕταℓ ∂є Eяσѕ § e à alyna que muito gentilmente me presentearam com o “Selo de Qualidade”. Um mimo que me encheu de alegria. Assim que puder farei um post para retribuir o carinho de ambas.

Este post foi escrito a mão, direto da minha cama por causa de uma contusão no ligamento do joelho direito. Eu lavava a varanda da casa desconcentrada, pois a cabeça estava todo o tempo no meu DONO, exagerei no sabão sobre o piso frio, escorreguei, torci a perna, caí e estou impedida de sair da cama até o resultado de uma ressonância magnética, para que o médico determine que tipo de procedimento será feito.

Obrigada Danielle, minha amiga e colega de trabalho, que veio me visitar e gentilmente acabou digitando e postando por mim.

A vocês, minhas amigas submissas, meninas lindas que eu amo, por enquanto só posso dizer-lhes: Dediquem-se. Aprimorem-se e dediquem-se. Vale à pena.


*;-)


Doces besos

DEXPEX_{Amar Yasmine}



16 de jan. de 2011

Há três anos sou uma escrava acéfala




Diziam os antigos egípcios que, ao morrer, um homem de bem recebia o privilégio de levar consigo uma de suas escravas que seria encerrada viva com ele em seu túmulo e o acompanharia em sua viagem até o Duat (o outro mundo).
A escrava escolhida seria sua Ushabit, aquela que no Duat faria pelo morto todas as tarefas a ele determinadas a fim de que fossem expiados seus erros e purificada sua alma.

Há uns anos atrás, quando me deparei por acaso com um chat de Sadomasoquismo, não tive dúvidas. Tive certeza absoluta de ter encontrado meu lugar. Foi aí que entendi muitas coisas que já aconteciam comigo, meu fascínio pela submissão e a entrega.
E eu sigo neste caminho de encantamento, expandindo meus deveres, meus limites físicos e mentais, me colocando como argila nas mãos do DONO para que me modele à sua vontade, sem nem me preocupar com a forma que terei, confiante que será a melhor, já que Ele o faz a seu bel prazer e que, com certeza, será a forma ideal pra mim.

Não me preocupo com ganhos. Não pergunto como está sendo a minha ”criação”. Não procuro olhar no espelho para ver minha imagem. Se ELE gosta, se pra ELE é o ideal, para mim também será. A confiança e a fé no meu DONO são cegas. Quero ter a forma que ELE desejar.
Há 3 anos, ao iniciar minha servidão a ELE, assim que me foi colocada uma coleira, coloquei tudo que fazia parte de mim a seus pés. Era justamente dia 16 de janeiro quando, em 2008, ELE me tornou sua.

Daquele momento em diante tudo em mim passou a ser dEle. Meu corpo, meus desejos, minhas aspirações, meu coração, minha servidão, minha alma, meu cérebro. Sim, neste momento me tornei acéfala e é com grande orgulho que digo isso. Não é para qualquer pessoa se tornar acéfala por livre vontade. Não é para qualquer pessoa a vivência da verdadeira e livre entrega à vontade de outra. Não é para qualquer pessoa pertencer na totalidade, muito menos conseguir irradiar a beleza melíflua que nisto reside.

Eu sou escrava na acepção da palavra. E, se tiver a honra de ser escolhida, serei a Ushabti daquELE que me conduz. Não me espanta que muitas horrorizem com isso. O que ando vendo por aí é um descomprometimento total. Grande parte das que se dizem submissas, na verdade são baunilhas apimentadas, desesperadas por algo que esquente suas relações. É só dar uma volta por alguns blogs e constatar que não exagero. As expressões mais comuns são: "não sou um fantoche para ser manipulada à distância", "submissa aceita se quiser aceitar", "sou escrava sexual para ser amada e desejada". Ou, o que é pior, a famigerada expressão: "não sou escrava acéfala".

Tudo bem que tenham feito essas escolhas de vida, mas que não se digam submissas, ou escravas, porque de submissas ou de escravas não têm nada. Que assumam sua condição de baunilhas apimentadas. Não há demérito algum em se reconhecer honestamente

Eu, DEXPEX_{Amar Yasmine}, tenho orgulho de bater no peito e dizer que, apesar das três graduações e um mestrado, sou escrava acéfala. Sou e tenho várias amigas que também são. Somos mulheres que se anulam de bom grado, se deixam desconstruir para serem de novo construídas. Nos entregamos para sermos moldadas sem ao menos perguntar que forma teremos. Para nós isto não importa, desde que a forma agrade aos nossos Donos. Somos exemplos de submissão, nos dedicamos ao máximo à arte de servir e jamais colocaríamos em primeiro plano nossa vontade... mesmo porque, um dia nossas vontades foram trancadas em cofres cujas chaves, assim como nós mesmas, são mantidas sob o poder de quem comanda o nosso destino.

Ao meu DONO, SENHOR DEXPEX, agradeço os três anos mágicos de vivência a seus pés, a seus serviços. Que tenha todas as alegrias e prazeres que desejar, porque é o mínimo que ELE merece. E que tenha piedade da minha alma.


*;-)


DEXPEX
_{Amar Yasmine}

5 de out. de 2010

Amadas Amigas,




O SENHOR DEXPEX, meu DONO, meus filhos e parceiros, vocês - meninas queridas e seus Donos - os amigos daqui de BH, os amigos do trabalho e meus bichos, vocês salvaram o dia do meu aniversário.

O que seria de mim sem o seu carinho? A homenagem no blog "escravas & submissas", pelo meu aniversário, aqueceu meu coração e me deixou sem fala. Tudo muito lindo, precioso e inesquecível. Palavras tão doces, que me pegaram de surpresa e me fizeram chorar de pura emoção.

Não sei como retribuir à altura... Posso dizer que desejo a cada uma, além de muita saúde, paz e realizações, um infinito de amor e prazeres ao servir. Mas, isto é lugar comum e vocês já sabem que desejo e espero vê-las todas felizes e realizadas em sua submissão/servidão.

Pensei então que a melhor forma seria um aconselhamento. Não que eu saiba mais do que qualquer uma de vocês, não é isto. É que há coisas que preciso dizer em voz alta porque serve de lição sobretudo pra mim mesma e eu direi aqui, agora, em agradecimento a todo carinho recebido, compartilhando com vocês aquilo que acredito ser útil no nosso dia-a-dia.

- Não tenham medo, entreguem-se plenamente. Dediquem-se, aprimorem-se. Sejam solícitas, estejam sempre à disposição, sem sufocar.

- Não se acanhem ao suplicar... Rastejem, quando preciso, se curvem até o chão. Não apenas fisicamente, porque isto é fácil, mas rastejem sinceramente de alma.

- Se um dia alguém criticá-las, se as chamarem de fracas ou tolas por serem submissas, não se incomodem. Tenham em mente que o verdadeiro amor exige despojamento, raciocínio, convicção, coragem, determinação, força e, ao mesmo tempo, humildade. Nenhuma de nós é tola ou fraca.

- Sintam ciúmes sim e não se envergonhem de senti-los. Contudo, jamais reclamem, jamais os expressem, a não ser que seja de uma forma leve, rápida, um piscar de olhos, apenas o tempo necessário para acariciarem o coração e a alma de seus Donos.

- Deixem claro quão preciosos e insubstituíveis eles são, que a vida não terá sentido sem eles e que tudo que lhes der prazer vocês farão sorrindo de corpo e alma, mesmo que seja colocar a seus pés uma jovem e bela mulher, se isto for de seu agrado.

- A cada uma de vocês que me lêem neste instante, desejo que trabalhem firme para servir com excelência. Que fiquem atentas pois há uma linha frágil que separa o momento de se adiantar e surpreender, para o momento de estarem quietas, cabeça e olhos baixos apenas aguardando o comando. Os dois lados desta linha são absolutamente necessários.

- Esperem... Esperem... Esperem... Esperem. Aprimorem-se em esperar, com delicadeza, com doçura, com serenidade, com temperança.

- Se submetam na totalidade e se permitam ser felizes na subserviência.

- Por fim, confiem. Sem confiança não haverá obediência cega, nem entrega verdadeira.

- E, por último, nunca se esqueçam: Não há meia submissão, nem meia servidão. Assim como não há boas ou más escravas e/ou submissas. Ou somos, ou não somos.

Agradeço cada palavra, cada gesto, todo carinho

Beijo imenso e carinhoso

DEXPEX_{Amar Yasmine}
a feliz escrava do SENHOR DEXPEX

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