*



*

Princípio da submissão

Não sou tua submissa porque Te amo.

Te amo porque sou tua submissa.


Amar Yasmine

*


Minha Alma

Eu amo minha alma despojada



Minha doce alma submissa



Minha alma que espera.. espera.. espera



Minha alma que espera quieta, subserviente e nua



Eu amo esta minha alma



Que de tão devassa e suja



Se torna pura



Amar Yasmine

*







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6 de ago. de 2011

Olha que coisa mais linda...



mais cheia de graça...




é ela Pandora...




que vem e que passa...




num doce molejo...




ondulando em Amar... rs

2 de jul. de 2011

Meu bebê



"Eu sou a serpente Sata, que mora nas partes mais distantes da Terra. Eu morro, renasço, me renovo e torno a ficar jovem todos os dias. (Livro dos Mortos Tibetano)


NIRAJ
(Flor do Lótus em Sânscrito)
Python Mollurus Bivittatus,
3 anos, 2m90, 19kg


Quando a Python apareceu para mim através de um amigo biólogo fiquei em estado de êxtase, mas não podia ficar com ele até que meu DONO desse permissão para tal, então supliquei a ELE. Eu já havia tentado uma vez com uma Corn Snake e meu DONO se calara. Tomei o silêncio do SENHOR DEXPEX como um "não" e sequer perguntei as razões de sua negativa. Nenhum de nós tocou mais no assunto, mas meu coração manteve a esperança de um dia possuir uma serpente.

Cerca de um ano e meio depois outro amigo biólogo (conheço muitos... rs) perguntou se eu queria realizar o sonho de possuir uma Python. Imediatamente liguei ao meu DONO pedindo e esperei com calma que ELE se pronunciasse. E ELE disse:

_SIM, Amar!

Ai meu Deus, quanta alegria! Combinei com meu amigo que a trouxesse naquele mesma noite e fiquei cheia de ansiedade esperando. Lá pelas 21h ele chegou trazendo-o numa bolsa própria. Meu coração não parava de pular. Ele veio com um amigo e os dois abriram a bolsa e, com ajuda de um gancho de metal o tiraram de dentro. Eu mal conseguia respirar.

Me passaram todas as instruções e disseram muitas vezes que era importante manuseá-la com frequência para que acostumasse comigo. Fiquei com ela nos meus ombros enquanto estiveram aqui em casa, mas antes de sair eles a guardaram numa caixa provisória, no dia seguinte eu providenciaria o terrário.
Acordei cedo, na verdade mal dormi, e fui soltá-la seguindo as instruções recebidas. Quando abri a caixa ela sibilou alto e forte. Era como um aviso:

_Não se aproxime!



Me afastei de imediato, o suor de medo molhou todo meu rosto, imaginando que o que ela sentia a meu respeito era o oposto do que eu sentia à respeito dela. Eu a via como uma divindade, imagino que ela me visse como a mais frágil e covarde das criaturas.
Ah... covarde não sou. O medo jamais me paralisa. Eu estava numa situação complicada porque o corpo dela já estava pra fora da caixa e ela me parecia estar convicta a não voltar pra dentro. Deixei então que saísse por completo, que explorasse o chão da sala e, com firmeza a agarrei sem usar o gancho que haviam me deixado caso eu precisasse manuseá-la e sentisse medo.
Ela não ofereceu resistência e acho que finalmente entendeu que, daí pra frente, tínhamos de aprender a conviver uma com a outra.

Niraj é macho. É muito voraz. Dizem que as serpentes não estabelecem um vínculo de afetividade com o dono porque não escutam. Além disso, não enxergam como enxergamos.. elas vêem apenas borrões de energia. Mas, ando duvidando disso. Ele é bravo e não aceita que ninguém mais chegue suficientemente perto pra tirá-lo do terrário. Só aceita a mim. Não sei como isto pode acontecer.
Quando chego no terrário pra soltá-lo, Niraj me reconhece.. falo sempre com a mesma entonação de voz:

_Quer sair, meu bebê?

Ele vem... não sossega enquanto não destranco e abro o vidro. Deixo que saia calmamente, sozinho, que desça para o chão e espero até que venha na minha direção, só aí o pego.

Quando está quente, a cada 15 dias Niraj toma banho. Abro a torneira do jardim e viro a mangueira pra cima. É lindo ve-lo de pé adorando a água como se fosse uma cachoeira. Se está frio eu o coloco na água morna no chuveiro.. ele adora.

O maior perigo é nos dias que o alimento porque fica muito agitado. Mas, aos poucos vamos estreitando nossos laços. Eu o adoro e acho que ele já gosta um pouco de mim. Se não gostasse permitiria que outras pessoas se aproximassem quando está comigo e isto é pra ele, hoje em dia, algo totalmente fora de cogitação.

A cada dia, agradeço ao SENHOR DEXPEX por me permitir a ventura de ter Niraj comigo.




Silvos


Essa serpente

que me sibila as entranhas

e se arrasta comigo

nas noites de solidão

não quer saber de tardo

ou bardo

ou bem me dá o bote

ou mal me dá voz de prisão


Lílian Maial

21 de nov. de 2010

Nude



Para alegrar a todos os amigos blogueiros que aqui sempre vêm carinhosamente nos visitar, este é Nude, um dos irmãozinhos do Édipo, o gatinho que se foi. A natureza as vezes é cruel... mas, não podemos negar que ela também seja pródiga. Da minha tão pequena existência, agradeço à ela e a vocês e prometo que vou visitar um por um esta semana. Não desistam de mim... eu amo vocês.

Doces besos!


DEXPEX_{Amar Yasmine}

15 de nov. de 2010

A morte é feia e chata.. mas, as Ipoméas estão lindas



Já passava das 03h quando Sukita entrou em trabalho de parto, nesta segunda-feira. Como sempre, fiquei perto sem interferir. Só o faria se ela precisasse. Mas, ela estava calma e se comportou muito bem, fazendo força quando as contrações vinham, tirando-os da bolsinha de pele assim que nasciam, limpando-os, comendo as placentas, aquecendo-os e colocando-os para mamar.

Os gatinhos começaram a nascer uma meia hora após o início do trabalho de parto e eram pouco mais de 06h, já com o dia clareando, quando nasceu o último. Lindos, quatro amarelos com manchas brancas e um bege bem claro... nude.
Olhei dentro da caixa, estava tudo bem, os gatinhos aconchegados pertinho da mãe. Satisfeita, fui dormir finalmente.

Acordei por volta das 10h com um aperto no coração e fui correndo ver como estavam a mãe e os filhotes. Foi aí que percebi que um deles estava com problema. Quietinho, longe da mãe e dos irmãos, eu o peguei para examinar e fiquei muito chateada: além de bem menor que os outros, as duas patas traseiras eram completamente deformadas. Não gostei nada de não ter percebido o problema assim que ele nasceu.

Pela distância da mãe, estava frio. Eu o aqueci em minhas mãos, procurei a teta com mais leite e o coloquei pra mamar. Ele balançava a cabeça, desesperado de fome, mas não conseguia abrir a boquinha. Meu coração apertou ainda mais. Coletei o leite da mãe e aspirei com uma seringa pequenina que guardo para estes momentos. Feito isso, abri com todo cuidado sua boquinha... mas, ele não conseguia sugar e eu tive que gotejar o leite aos poucos... tudo que ele conseguiu foi chorar provocando um monte de bolhas de ar misturadas ao leite.



Não tive outra saída, liguei para o hospital veterinário e 40 minutos depois o médico me dava o veredito: "Ele tem uma enorme fenda palatina. Mesmo que consigamos o alimentar, o leite descerá pela fenda direto para os pulmões e ele terá uma pneumonia por corpo estranho. Vai sofrer muito. Isso sem contar o problema com as patas traseiras. Acho mais sensato sacrificar. Mas, é você quem decide... O que quer fazer?"

Não sei, disse em desespero. Só não quero que sofra. O veterinário chamou dois colegas para opinar e foram unânimes: "No seu lugar, optaria pela eutanásia."

Perguntei como seria feita e me disseram que lhe dariam uma injeção de anestésico, que não sentiria dor alguma. Olhei pra ele já chorando... meu Deus, como é duro ter que fazer uma escolha dessas. Era só olhar pra ele pra ver que apesar de tantos problemas sua disposição era pra viver. E eu, que sempre fui contra a eutanásia teria que optar por ela.

Nessas horas, por mais que eu me revolte, acabo recorrendo a Deus. Me despi de todo meu orgulho e supliquei a Ele que me fizesse tomar a decisão certa. Rezei, rezei, rezei. Com minhas próprias palavras implorei pela sua ajuda.

Foram necessárias duas injeções pra fazer o pequenino coração parar de bater. Por fim, ele soluçou e se foi tão delicado quanto veio. Não sei pra onde e nem quem o levou. Só espero que tenham sido gentis com ele durante o trajeto e que cuidem bem dele daqui pra frente, porque já sofreu muito em tão pouco tempo de vida.

Na secretaria, na hora de pagar, me pediram pra colocar um nome qualquer nele, só pra constar na ficha. Então me lembrei dos reis de Tebas, Laio e Jocasta, que tinham um filho com pés deformados e que também sofreu muito em toda uma vida de desventuras. Então eu disse à moça da secretaria: o nome dele é Édipo.

Vim pra casa chorando e não consigo parar. Que dia triste o de hoje. Fui ver Sukita e os filhotes... estavam todos bem. Então fui para o meu quarto. Abri a porta da varanda e vi as duas Ipoméas que plantei para alegrar meu DONO... ai que falta meu DONO faz!!!

Pensei: A morte é feia e chata... mas, a vida não pára, Amar, e as Ipoméas estão lindas. Coragem, escrava! Enxugue os olhos e veja quantas flores se abriram, esperando a chegada do SENHOR DEXPEX, seu AMADO DONO.



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