*



*

Princípio da submissão

Não sou tua submissa porque Te amo.

Te amo porque sou tua submissa.


Amar Yasmine

*


Minha Alma

Eu amo minha alma despojada



Minha doce alma submissa



Minha alma que espera.. espera.. espera



Minha alma que espera quieta, subserviente e nua



Eu amo esta minha alma



Que de tão devassa e suja



Se torna pura



Amar Yasmine

*







18 de set. de 2010

Por uma vida virtual + ética



Tem sido frequente amigos me relatarem que encontraram blogs ou perfis no orkut onde são publicados textos ou frases minhas sem minha autorização e, o que é ainda pior, sem créditos.

Deixa-me feliz saber que há quem se identifique com o que penso e escrevo. No entanto, gostaria que antes que se apropriassem dos meus escritos, soubessem como se
desenvolve o processo de criação de um texto e que me consultassem para saber se concordo com a reprodução. Que se lembrassem, sobretudo, que tenho um DONO, que é quem dita as regras do meu comportamento, as quais obedeço sem questionar.
Não sou uma pessoa arrogante, sou bastante razoável. Entenderei e até ficarei alegre.

Pensar e escrever não é um trabalho diferente dos outros. É, talvez, até mais complicado, porque pensamentos podem influenciar pessoas. É um trabalho muito sério.
Nunca penso uma só vez sobre algo, para depois transformar em palavras. Penso, repenso, penso de novo e quantas vezes forem necessárias para chegar a um consenso dentro de mim mesma.

Procuro ver se o pensamento é apenas uma idealização, ou se é uma crença. Cada um deles, ideal ou crença, terá uma forma diferente para ser expresso. Se for algo relacionado ao SM, analiso cuidadosamente o que pensei dentro das regras da minha servidão ao meu DONO. Tenho todo o cuidado para verificar se aquilo estará de acordo com o que ELE acredita e quer de mim. Depois, levo em consideração se o que penso e escreverei estará coerente com o meu comportamento. De nada me adiantaria escrever algo bonito se não conseguisse vive-lo. Coerência poderia ser meu nickname.

Finalmente, todos os cuidados tomados, é hora da parte mais prazerosa que é registrar letra por letra, sinal por sinal, o que minha mente elaborou. Depois, leio e releio, procuro erros de ortografia, gramática, palavras que possam dar idéia de ambigüidade. Só aí, então, salvo em um arquivo no computador. Como podem ver, embora possa parecer simples, não é.

Quando alguém me diz que achou um texto meu publicado por aí, meu primeiro sentimento é de alegria, também de orgulho. Não tenho nenhum pudor ao confessar isto. Conheço bem minhas fraquezas e luto para transformá-las em pontos positivos.
É desagradável, porém, encontrar o que escrevi apropriado indevidamente.

O que era antes um sentimento de orgulho passa a ser de desânimo e tristeza, quando além da falta de ética do plágio vejo meus sentimentos tratados sem nenhum cuidado, publicados com palavras trocadas, outras amputadas, até sem a pontuação original o que modifica totalmente sua interpretação.

Quero crer que, no afã de citarem algo que admiram, na maioria dos casos o fazem levianamente. Citam os textos sem crédito, dizem coisas completamente contraditórias em seguida, coisas que nada têm a ver com meu pensamento original, nada têm a ver com o que eu pensei e escrevi.

A incoerência chega a ser ridícula e absurda. Isto sem falar nos fakes que têm feito a mesma coisa. Não sou boba ao ponto de não conseguir distinguir um perfil fake de um verdadeiro. Só não entendo por que o fazem.

Por esses dias, uma amiga sub me disse que tinha encontrado parte de um texto sobre "Irmãs de Coleira" que escrevi para a comunidade "Confraria de Apoio as Cadelas - CAC", do Orkut, no blog de uma submissa de BH, e que ela publicara dizendo ter tirado da Comunidade mas, sem citar a autoria. Porque este comportamento? Antipatia gratuita à minha pessoa? Quero crer que sim, porque meu nome e minha foto estão lá, no início do texto da CAC, dando plena condição de conhecimento da autoria.

A princípio eu não quis dar importância... Entretanto, pensando mais a respeito, cheguei à conclusão que o correto seria visitar o blog, ler o conteúdo e deixar lá um comentário educado reclamando os créditos para o meu texto. E foi assim que eu fiz.

Bom, voltei ao blog hj.. qual a minha surpresa? Encontrei-o aberto apenas para visitantes convidados.... rs... Bom, a falta de ética se configurou como um caminho mais fácil a ser trilhado. O outro, o caminho correto, que seria de colocar os créditos e até enviar um pedido simples de desculpas, este seria com certeza mais penoso. Enfim, que pena!

Para as pessoas que se apropriam de textos alheios, eu digo que este é um crime como se apropriar de qualquer outro bem. Pensar e escrever é um trabalho que deve ser
respeitado como qualquer outro.

Você pode até pensar: Nossa, que barulho Amar está fazendo por um texto!! Não, não é "apenas" um texto. É um tipo de comportamento a ser modificado. Não tem mais importância uma mentira grande do que uma mentira pequena. Não é menos importante roubar uma arma de brinquedo do que uma de verdade... Não é menos criminoso matar uma formiga do que um elefante, ou um ser humano - sei que muitos não vão concordar, embora concordem com o pensamento "Todos são iguais perante a Deus"... ou... "Todos são iguais perante a lei"... rs

Enfim, não custa nada chegar, conversar, explicar o porquê de querer citar aquele texto e pedir autorização para tal. E, ao fazê-lo, não custa nada assiná-lo com o nome de quem o escreveu. Isto, sim, é consideração, é respeito, é ética.


Desculpem-me o desabafo.

O Senhor DEXPEX e eu agradecemos a compreensão.


DEXPEX_{Amar Yasmine}


12 de set. de 2010

Depravada



Pervertida e sempre comestível

ela é fácil de persuadir

Sempre disposta e apetecível

Qualquer coisa faz pra se deixar bulir


Depravada, ela é inconcebível

o que mais adora é se descobrir

Perversa, fútil e desprezível

Se enfeita toda para seduzir


Mas, seu Papaizinho que é indefectível

é só quem sabe como a corrigir,

a tortura de forma irredutível

e a domina pra dela usufruir


Dengosa e toda seduzível

ela se entrega até se consumir

e em espasmos soluça... tão sensível

Só assim sossega e acaba por dormir


DEXPEX_{Amar Yasmine}




11 de set. de 2010

Tango e D/s



escrava MINHA,


Apenas nós nesta pista de dança

madeiras velhas

candeeiros quebrados

ambiente vermelho

orquestra decrépita.

Vou agarrar-te

guiar-te os passos

rodopiar contigo

dobrar-me sobre ti

e suspender o tempo

para beijar-te.

Recomeçar

e repetir

até que os nossos corpos

suados de desejo e cansaço

rubros de esforço

nos obriguem a parar.

(autor desconhecido)





meu DONO,

Gosto quando me fisgas com as tuas fugas
e, sem querer, querendo cores, me escapas.
Procuro-te em vão nos imaginários mapas,
sulcados em meu rosto na forma de rugas.

E, assim como num tango, me sangras e me sugas.
Envolves meu corpo nessas negras capas
tecidas em cetim ou ordinárias napas,
restos de funerais que por preço alugas.

Gosto quando me matas a lentas facadas
e no dia seguinte surges em sorrisos,
depois de reduzir-me a todos os nadas.

Me cobres a boca com beijos tão precisos,
oferecendo-me o bom mel das madrugadas,
que eu faço que apago todos os prejuízos!

(Júlio Saraiva)




Este post é dedicado ao
Senhor da Torre e sua escrava {Λїtą}_ŞT,
que comemoram neste 11 de setembro três anos de D/s
e fazem de sua relação uma dança como o Tango,
com amor intenso e cumplicidade.

Parabéns aos dois!

O SENHOR DEXPEX, meu DONO, e eu
desejamos ao casal
muitas alegrias e prazeres sempre!


DEXPEX_{Amar Yasmine}

8 de set. de 2010

O corpo em brasas e a mente suja de tesão



Desejando que me arrastes
Para que eu apague com a língua
Tuas pegadas pelo chão
Desejando que me amarres bem forte
E depois me surres... Muito
E me tortures de todas as formas
Me xingues e me humilhes
Que faças em mim
O que costumas fazer no banheiro



Que cuspas na minha cara
E, não satisfeito,
Que escarres na minha boca
E que teus olhos brilhem muito
E tua boca fique com aquele esgar de sadismo
Que me leva à loucura
E, assim, que gozes muito em mim
Meu maior presente



Oh, VIDA minha!
Quem dera tirar de Ti
Todos os incômodos e todas as dores
Quem dera colocar a teus pés
Todas as alegrias e prazeres
Quem dera ser teu gênio da lâmpada
Ser tua gueixa primorosa
Quem dera... Quem dera sempre
Ser tua puta, tua cadela



Quem dera...
Quem dera ser teu real sonho de consumo
Mesmo já sendo tua

DEXPEX_{Amar Yasmine}

4 de set. de 2010

É na gaiola que me sinto bela



Me basta

minha gaiola

minha gaiola

que me faz sentir

protegida

desejável

necessária

e feliz

minha gaiola

tão linda

tão linda

minha gaiola

que me faz sorrir

minha gaiola

sem porta

de onde não quero sair

minha preciosa gaiola

que bela me faz sentir


DEXPEX_{Amar Yasmine}

1 de set. de 2010

Ainda que doa



Ainda que doa,
TE ofereço minha carne,
pra que ela tortures
quando quiseres

Ainda que doa,
TE ofereço minha mente
pra que nela brinques
como quiseres



Ainda que doa,
TE ofereço minha alma
pra que nela pises
quanto quiseres

Mas, se nada que Te dou
TE apraz, SENHOR,
ainda tens meu coração
encantado que é só teu



Ainda que doa,
AMO e SENHOR,
AMADO DONO
de tudo em mim!


DEXPEX_{Amar Yasmine}

29 de ago. de 2010

ELE...



Provoca meu choro,
desata meu riso,
invade meus sonhos
que nem arrastão.

Me fala doçuras,
confunde minha mente,
me fode, me usa
e me chuta pro chão.

Me bate na cara,
me chama de puta,
me cospe e tortura
sem ter compaixão

Depois some e nem liga,
cruel me abandona,
me deixa na espera
em pura aflição

E quando aparece,
são tantas saudades,
tamanha alegria
que nem dou conta não

Me prende em seus braços,
eu choro e soluço,
me abre e me beija...
ai.. ai.. que tesão!

DEXPEX_{Amar Yasmine}

*chorando de saudades*

27 de ago. de 2010

Bendito sejas, Kramelo!



_Fala, minha loira!

_Meu Amado DONO, Lindo, Gostoso, Tesudo!! Estou Te ligando, rapidinho pra VC ouvir o Kramelo assobiar o Hino do Flamengo.

_O que???

_É, DONO, fiquei um mês inteirinho assobiando o Hino e ele aprendeu. Agora, quando quer chamar minha atenção ele assobia. Precisa ver que gracinha, meu DONO.

_Eu não acredito, Amar... Você fez lavagem cerebral no passarinho??...

_Ah, DONO, eu só queria Te fazer uma surpresa.. queria Te alegrar... Por favor, ouve ele cantar, ouve...

O silencio foi feito. Kramelo só canta pra chamar atenção, quando pensa que estamos distraídos. Assim, ficamos quietinhos esperando... eu aqui em BH, meu DONO no RJ. Kramelo não me decepcionou e começou a assobiar:

"Uma vez flamengo

Sempre Flamengo

Flamengo sempre eu hei de ser

É meu maior prazer vê-lo brilhar

Seja na terra, seja no mar

Vencer, vencer, vencer

Uma vez flamengo, Flamengo até, morrer
..."



Mais uns instantes de silêncio e meu DONO disse:

_ Ah, Amar, que vontade de comer seu cu!!!

_Meu cu é teu, meu DONO.. Tudo em mim Te pertence, bem sabes. Estou aqui guardadinha e serena Te esperando... Tudo em mim é só teu, de mais ninguém!

Eu me despedi rápido, dizendo que meus créditos estavam acabando... ou será que a emoção foi tanta que nem tive mais como falar???



Bendito sejas, meu passarinho lindo e inteligente, que aprendeu em um mês a assobiar o Hino do Time do coração do meu Papaizinho Querido e isto O fez muito feliz.



Que São Francisco de Assis te proteja, Kramelo,

e a todos os bichos deste mundo.

Amém!!


*sorrindo e chorando*


DEXPEX_{Amar Yasmine}

23 de ago. de 2010

Explodindo



Meus mamilos

empurram o tecido da blusa.

Uma cachoeira

cai das minhas entranhas

e escorre

pelas minhas coxas.

O coração bate forte

tão forte que me sufoca.

Preciso de uma traquéia

aberta na garganta

como a das serpentes

pra poder respirar.

Meus olhos

se recusam a fechar

não tenho sono.

Sem sono

sem fome

sem sede

sem pensar.

Sou inteira e

tão somente

peitos

buceta

cu...

coração apaixonado

e submisso.


DEXPEX_{Amar Yasmine}

20 de ago. de 2010

Tua



Vôo contigo sobre precipícios

Fantasio noites e olhares

No meu dia junto a TI

Vivo o sonho sonhado

e seus campos vastos do amor

Partilho todos os dias

os retalhos do existir

Dôo-me por inteira

para a casa da paixão

Sinto-me amada e amante

entre o chão e o precipício


Texto adaptado de Glória Azevedo


14 de ago. de 2010

Como eu sou



Esta sou eu, pega de surpresa por uma colega de trabalho quando voltava para a assessoria de imprensa. Sem nenhuma pintura, nem um batom. Nenhum artifício, nenhuma máscara.

Gosto de mim assim, crua, sem pretenção... cabelos jogados de qualquer maneira, olheiras fundas e escuras, nada de sofisticação, nada de enfeites, nada que possa prender a atenção de alguém num primeiro momento... passando despercebida... sem camuflar o real.

Sou uma pessoa simples. Adoro galerias subterrâneas, pontes imensas e solitárias, masmorras e velhas construções inacabadas, abandonadas à própria sorte... linhas de trem em desuso, invadidas pelo mato... escadas bambas em espiral, com corrimãos sujos, penduradas sobre abismos...

Me fascinam os corredores de paredes estreitas que levam a pequenos quartos iluminados por luz fraca, vermelha, como nos filmes de Wong Kar Wai... bebidas, cigarros e incensos baratos, exalando um forte cheiro de sexo.... e o barulho ritmado de um velho ventilador com pás enferrujadas, fazendo fundo para o som do velho rádio onde se ouve música da década de 40... da época da 2ª Guerra.

Reconheço o luxo, mas não dou a mínima para ele. Não me importo com "5 ou mais estrelas". Não dou a menor bola para motéis com saunas, hidromassagens, tetos retráteis, camas imensas e macias, roupas de cama de cetim, ou algodão com mais de 500 fios. Prefiro hotéizinhos de beira de estrada, ou perto das rodoviárias, com quartos que só possuem uma cama e um espelho quebrado. Para mim, o sexo não precisa de luxo, só carece do desejo genuíno, que desafia a tudo e a todos...

12 de ago. de 2010

Submissão é...


Se deixar ser inteiramente aprisionada...



Ser usada ao bel prazer do Dono...



...como objeto sexual, inclusive


Sim, submissão é entrega para estas e infinitas práticas lindas e deliciosas, para Eles e para nós, que nos intitulamos submissas. Mas, eu pensava aqui, se a submissão se resume apenas a isto? Ou se extrapola para além das práticas que nada têm a ver com sofisticação, beleza... ou sedução.

Como gosto de quebrar as certezas das coisas, e faço isto sempre comigo mesma (não importa o que vá ganhar ou perder depois), te faço uma pergunta, amiga submissa. Pense bem antes de responder e seja absolutamente honesta consigo mesma.

Você concorda que:

_A submissão transcende a tudo isto?

Se concorda, então, ela também é...



Aliviar o trabalho dEle...



Fazer o trabalho pesado
para que Ele não se canse...



Ser cúmplice em QUALQUER prazer


É, minha amiga... submissão vai muito além daquilo que pode entender nossa ainda tão pequena compreensão. De minha parte, já carrego as malas do meu DONO, abro a porta do carro para ELE entrar e sair e sempre estou a pelo menos dois passos atrás dELE... em todos os sentidos. Quem sabe um dia chego lá???


DEXPEX_{Amar Yasmine}

10 de ago. de 2010

Vivace VI - Hoje, no Palácio das Artes



Hoje, no Palácio das Artes, 20h30, apresentação da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, da série Vivace. Regência do Maestro Fábio Mechetti. Jennifer Frautschi, violino.

TCHAIKOVSKY
Marcha Eslava

STRAVINSKY
Concerto para violino e orquestra

SHOSTAKOVICH
Sinfonia nº 5 em ré menor


São obras belas,
de compositores russos, que eu adoro
.

Como sempre, estarei lá
e sei que vou chorar muito.
Conto depois pra vocês.

*;-)


DEXPEX_{Amar Yasmine}

6 de ago. de 2010

A TE esperar



Meus olhos cegos a te buscar

Minh'alma urgente a suspirar

Meu amor faminto a te esperar

Minhas bocas doidas em te beijar


DEXPEX_{Amar Yasmine}


4 de ago. de 2010

Ciúmes




Tenho ciúmes de Ti, meu Senhor

Não me envergonho de dizer

Que me faz assim a paixão, tão

Egoísta, quando despojada devia ser



Morro de ciúmes de Ti, meu Senhor

Minhas entranhas se contorcem a imaginar

Teus olhos em outros olhos... haja dor!

Tua alma em outra alma a passear


DEXPEX_{Amar Yasmine}

1 de ago. de 2010

A buceta e a alma



Uma exige

A outra espera

Uma arde

A outra adoça

Uma se exibe

A outra se recolhe

Uma queima

A outra refresca


Uma ordena

A outra, obedece

Uma é brava

A outra, mansa

Uma é líquida

A outra, éter

Uma é puta

A outra, santa


Uma comanda

A outra se submete

Uma geme

A outra suspira

Uma é vagabunda

A outra, anjo


Quando uma quer,

Nem sempre a outra entende

Quando uma dorme

A outra sonha

Quando uma sonha

A outra urge


Uma grita

Goza

Vive

A outra

Diz sim

Se submete

Serve


DEXPEX_{Amar Yasmine}



29 de jul. de 2010

Uma escrava cômoda ao DONO



O post de hoje tem a intenção de ser lembrado muitas vezes por quem o ler. Tomara que gere reflexões, discussões, conclusões. Não pretendo com ele ditar normas de comportamento submisso, só busco uma coerência entre aquilo que penso e aquilo que faço. Achei bom publicar aqui meus pensamentos, porque pode ser que ajudem a alguém, como eu, na busca da excelência no servir.

Embora Oscar Wilde tenha dito: "A coerência é a virtude dos imbecis", busco sim a coerência, a conformidade (não confundam com conformismo, por favor), a congruência. Mesmo sem saber se por vezes a alcançarei, minha busca será constante, em todos os meus pensamentos e atos.

Vejam bem, minha intenção não é a de atingir a perfeição, está claro como água para mim que, como humana, a perfeição jamais será atingida. Mas, isto não seria motivo para relaxamento, preciso chegar o mais perto possível. Pretensiosa? Pode ser. Ninguém pode me censurar por querer progredir, crescer, melhorar. Senão ficará meio que “sem sentido” a vida. Estamos aqui para aprender e aplicar na prática o que aprendemos. Estamos aqui para aperfeiçoar, aprimorar.

O que provocou este texto foi uma conversa com uma amiga querida. Ela falava coisas como: "se sentir abandonada pelo Dono", "falta da atenção e falta de explicação por parte dele". Estas situações que TODAS NÓS passamos vez por outra e que DOEM MAIS DO QUE QUALQUER TORTURA FÍSICA.

Verdadeiras provas de fogo para quem serve, o abandono, a falta de atenção e de explicação, tiram uma escrava do seu eixo de equilibro e a desorientam. Como sempre digo e repito, que venham todas as dores físicas acompanhadas do olhar sádico daquele que tem os nossos serviços... estes momentos são de prazer para ambos. Mas, é na hora da ausência que se sabe quem verdadeiramente serve. É neste instante de prazer unilateral, de absolutamente nenhum prazer para quem se submete.

Talvez, (eu disse “talvez”) quem Domina, vendo sua sub torturada fisicamente a seus pés, pense: "Que orgulho eu sinto por possuir esta escrava!"

Não, Senhor, não é esta a hora de se orgulhar. A hora de se orgulhar é aquela que o Senhor se afasta para resolver seus problemas, suas dificuldades na vida, e sabe que a escrava estará lá sozinha a lhe esperar... serena, tranqüila, de alma leve, sem questionar e, o mais importante, sem sofrimentos. Porque se sofrer, acabará se tornando um fardo.

Não pensem que não sinto problemas com a ausência, que não questiono no mínimo pra mim mesma. Sou como qualquer outra, sou insegura e sou frágil, ainda não desprendida de mim mesma. A diferença é que jamais levo até meu DONO nada além dos meus sorrisos de submissão, amor e desejos. Posso dizer isto de alma aberta porque é ELE o primeiro a ler meus posts no blog e, honesto como é, não me permitiria dizer algo que não consigo praticar.

Mas, a minha amiga sub reclamava sobre falta de atenção e eu respondia à ela que é o viver nesta "corda-bamba" que significa servir, quando ela me disse algo que me deixou atônita, confesso:

_Amar, é muito cômodo pro seu Dono ter uma escrava como você. Quem não haveria de querer uma escrava assim? Até eu, que sou sub, queria ter.

Pronto. À primeira vista doeu. Veio como um soco forte no estômago. Doeu muito. Me senti um nada. Insignificante. Pobre coitada da Amar que é tão boba e tudo faz para que seu DONO se sinta feliz, sem esperar nada em troca. Esta foi a minha primeira e rápida reação. Mas, durou pouco.

Pode parecer loucura, mas assim que penso ou sinto algo negativo, minha mente corre em busca da "Dona Coerência". E fui direto ao dicionário, hábito que tenho desde criança, fascinada que sou pelas palavras e seu significado real.

Olhem o que encontrei, que fascinante:

Cômodo: adj (lat commodu) 1 Que oferece comodidade. 2 Adequado, próprio. 3 Que oferece facilidades. 4 Favorável. 5 Tranqüilo. sm 1 Aquilo que oferece comodidade. 2 Agasalho, hospitalidade. 3 Aposento de uma casa; quarto, alcova. 4 Pequena habitação.

Comodidade: sf (lat commoditate) 1 Qualidade do que é cômodo. 2 Aquilo que contribui para o bem-estar físico; conforto. 3 Oportunidade, ocasião favorável. 4 Meio fácil de fazer ou de usufruir alguma coisa. 5 Bem-estar, regalo.

Regalo: sm 1 Prazer, especialmente de mesa. 2 Iguaria apetitosa. 3 Gozo material. 4 Presente ou mimo com que se brinda alguém. 5 ant Agasalho, geralmente de peles, em que as senhoras usavam trazer as mãos, para as resguardar do frio. 6 Rede de braços no aparelho de arrastar.

Ao encontrar estas definições me apoiei no encosto da cadeira e perguntei a mim mesma sorrindo:
_Não foi para ser tudo isto aí que você se tornou uma escrava, Amar? Não é isto que te faz pulsar e latejar???

Eu quero ser cômoda ao meu DONO sim. Quero dar comodidade a ELE. E quero ser um regalo em sua vida. Quero a exata medida de lhe dar todos os prazeres. Não quero jamais pesar em seus ombros. Não quero que se sinta obrigado a me dar explicações. Não quero deixá-lO constrangido em momento algum.

Eu quero sim ser cômoda ao meu DONO, trabalharei firme para ser cada vez mais cômoda, porque é pra isto que existo e porque ELE merece.

Não sou baunilha com sonhos de submissão, muito menos escrava só durante sessões. Sou uma escrava em seu sentido mais puro e real.

Só me resta agora agradecer à minha amiga que provocou minhas indagações, fazendo com que eu chegasse ao sorriso que ostento neste instante.

Obrigada, Amiga!


DEXPEX_{Amar Yasmine}

26 de jul. de 2010

Puta de mel



O que está acontecendo comigo? Há dias que tudo em mim está mais sensível. Como nunca esteve. Mãos suando gelado, rosto afogueado, orelhas queimando, pele ardendo, couro cabeludo sem poder tocar.

As veias sobressaindo, em especial as do pescoço que, quando falo, parecem que vão saltar. Olhos muito brilhantes, percebendo os mínimos detalhes de cada coisa. Ouvindo muito mais do que o normal e com mais clareza. Sentindo mais os odores e com tato de cego. Uma secura na boca e na garganta... Total falta de apetite.

Não, não uso drogas, sequer bebo. A não ser um vinho de vez em quando. Mas, me sinto bêbada... ou drogada... sei lá. O peito apertadíssimo, parece não caber o coração enorme e enlouquecido lá dentro... que nem o sexo... latejando.

Sinto saudades de algo que ainda não vivi, mas que desejo intensamente viver. Estou fazendo justiça ao apelido de "puta de mel".

23 de jul. de 2010

Eu quero o ato de servir completo



É muito fácil dar o corpo a torturas. Receber castigos. Dar a carne para ser amarrada, queimada com pontas de cigarro, perfurada por dezenas de agulhas, cortada em tiras pelo couro de um chicote, pela lâmina de um punhal, ou por um caco de vidro. Torturas que levam Dono e escrava ao delírio. Enchem o Dominador de orgulho pelo próprio poder, a escrava de orgulho pelas marcas, ambos de grande tesão. Não, não é sobre isso que quero falar. Quero falar sobre sobre o ato de servir completo.

Uma escrava não existe apenas para dar prazeres físicos. Ela precisa se sentir o descanso do Dono para as agruras da vida. Ela há de querer aliviar o peso de seus ombros. Precisa divertí-lo, faze-lo rir, fazer que Ele tenha esperança na vida, por mais árdua que a vida possa se apresentar.

É esta escrava que eu quero ser. Não somente a mulher vadia que provoca o gozo de todas as formas, mas a doce mulher que divide com o Dono toda sua dor e todo seu tormento. Aquela que o empurra pra frente quando a vida parece puxá-lo para trás. A que o descansa. O seu remanso.

Quero, sim, ser esta mulher. É esta a servidão que me fascina. A de estar ajoelhada para aliviar os pés do meu DONO quando eles estiverem cansados de andar. Beijá-los em meio a uma sessão, não é nada... isto é apenas prazer físico. Mas, descalçá-lo e, com a língua, aliviá-lo totalmente, fazer com que ELE mergulhe em algo macio, feche os olhos e durma. Eu desejo este servir completo.

Claro que é maravilhoso ser uma puta, adoro ser a puta do meu DONO. É delicioso estimular sua perversão. Mas, isto qualquer mulher pode fazer, nem precisa ser uma escrava, ou submissa. Isto não me basta.

E então me descubro. Descubro que tenho vontades. Que sou a puta que quer ser também o bálsamo. A depositária não só dos desejos, mas sobretudo das dores, dos anseios, das responsabilidades, das inseguranças, dos medos.

Aquela que o beija com amor devasso, com amor submisso, com amor acolhedor. Eu quero o ato de servir completo.

DEXPEX_{Amar Yasmine}

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