*



*

Princípio da submissão

Não sou tua submissa porque Te amo.

Te amo porque sou tua submissa.


Amar Yasmine

*


Minha Alma

Eu amo minha alma despojada



Minha doce alma submissa



Minha alma que espera.. espera.. espera



Minha alma que espera quieta, subserviente e nua



Eu amo esta minha alma



Que de tão devassa e suja



Se torna pura



Amar Yasmine

*







14 de jul. de 2011

La petite mort



Eu adoro sexo, sempre adorei. Mesmo quando não sabia ainda o que era o orgasmo, que eu prefiro chamar de gozo.

A primeira vez que gozei achei que estava morrendo e choreiiiiiiiiiiiiiiiiiiii... Eu tinha 14 e ele 45... era um homem maravilhosamente ordinário o meu dentista.

Ele subiu minha saia até a cintura, arrancou minha calcinha, abriu minhas pernas e ficou olhando... eu não sabia mas já adorava ser escancarada e olhada. Ele fez isso e começou a beijar minhas pernas... subindo pela parte interna das coxas... me roçando a pele com seu bigode ruivo, atrevido e macio.

E eu pensei: "será que ele vai colocar a boca lá???"

Não estranhem, eu vivia trancafiada por pais muito conservadores e rígidos que me vigiavam 24h por dia. Mas, como diz o diabo, nada segura uma mulher com tesão... nem mesmo quando ela é apenas uma menina. Eu não ía sozinha a nenhum lugar, mas ele era dentista de toda a família e eles tinham certeza que ele era sério.

Sua boca subindo ávida pelas minhas coxas e eu pensando que aquilo não podia existir porque ninguém colocaria a boca no sexo de outra pessoa... Mesmo assim, deixei que ele se regalasse em mim, sem dizer uma só palavra. E o medo que eu estava de falar e ele parar de fazer coisa tão boa? Por isso, fiquei imóvel e muda..

Que o mundo acabasse naquela hora! Era tudo que eu queria. Pra que viver depois de uma maravilha daquelas?

Ele levantou minhas pernas até que os joelhos tocassem meus seios e as manteve flexionadas e escancaradas. Degustou meus líquidos com absoluta calma e prazer. Afundou a língua macia tentando me invadir, alternando com movimentos suaves em volta do grelo, bem de leve... do jeitinho que deve ser uma boa chupada.

E foi num átimo que o gozo chegou e me pegou de cheio.

Estaria eu morrendo? O choque surpreendente.. O coração voando louco.. O sangue circulando velozmente por todo corpo.. Meu rosto que eu sabia rubro... todo meu ser derramando labaredas.. O amolecimento.. A incapacidade de esboçar qualquer reação.. O entorpecimento.. A calma.. A paz!

Me esvasiei de chorar por baixo e por cima.. sim, eu solucei de prazer e de medo... medo de morrer... e eu estava, sim, morrendo.

_Calma, menina, esta não é a morte derradeira, é apenas "la petite mort", como chamam o gozo, os franceses.

E os poucos meus soluços se transformaram num suave ressonar junto ao peito dele.

11 de jul. de 2011

Submissão: trabalho incansável



Às vezes algumas submissas ficam chateadas comigo porque bato forte por uma submissão sem exigências, sem compensações, sem expectativas. Bato forte porque se houver exigências, compensações e expectativas a submissa não será feliz. E, não sendo feliz, não será uma boa submissa.

Outro dia comentando no blog "Fases e Facetas de Ternura", da querida Ternurinha, eu disse "submissão não é um mar de rosas. Temos de nos acostumar a não sermos lembradas e consideradas. Ser submissa é fazer tudo pelos prazeres do Dono e ser absolutamente desnecessária para Ele".

Não pretendo ser mais submissa do que ninguém, busco apenas ser coerente em todos os meus atos, sobretudo na minha entrega. Não me satisfaço quando percebo uma diferença entre o que digo e o que faço, preciso viver o que digo e quando isto não acontece não me sinto bem e não me perdôo.

Já me chamaram de "sub xiita".. gostei, tomei como elogio. E, quando as coisas não estão bem na relação com meu DONO, porque nunca será um mar de rosas pra nenhuma de nós, nestes momentos eu digo a mim mesma "Está na hora de trabalhar para ser uma submissa xiita, Amar".

Não acho que seja uma, não obstante, mais do que alguém possa imaginar eu trabalho sempre para ser melhor, tendo sempre em mente que estou a léguas de ser uma escrava exemplar.

Às submissas que ficam chateadas com a minha "dureza" peço que tentem me ver como uma incentivadora, não como arrogante. Não tenho a pretensão de censurar ninguém. O que sinto é um carinho imenso e lindo por todas e peço que trabalhem forte no sentido de aprimorar sua entrega, não só porque é o certo, também porque se sentirão mais felizes e realizadas em sua submissão. Com certeza.

5 de jul. de 2011

Minha bebezinha



Menininha do meu coração
Eu só quero você
A três palmos do chão
Menininha, não cresça mais não
Fique pequenininha na minha canção
Senhorinha levada
Batendo palminha
Fingindo assustada
Do bicho-papão



Menininha, que graça é você
Uma coisinha assim
Começando a viver
Fique assim, meu amor
Sem crescer
Porque o mundo é ruim, é ruim
E você vai sofrer de repente
Uma desilusão
Porque a vida é somente
Teu bicho-papão



Fique assim, fique assim
Sempre assim
E se lembre de mim
Pelas coisas que eu dei
E também não se esqueça de mim
Quando você souber enfim
De tudo o que eu amei

(Valsa para uma menininha - Vinícius de Moraes)


2 de jul. de 2011

Meu bebê



"Eu sou a serpente Sata, que mora nas partes mais distantes da Terra. Eu morro, renasço, me renovo e torno a ficar jovem todos os dias. (Livro dos Mortos Tibetano)


NIRAJ
(Flor do Lótus em Sânscrito)
Python Mollurus Bivittatus,
3 anos, 2m90, 19kg


Quando a Python apareceu para mim através de um amigo biólogo fiquei em estado de êxtase, mas não podia ficar com ele até que meu DONO desse permissão para tal, então supliquei a ELE. Eu já havia tentado uma vez com uma Corn Snake e meu DONO se calara. Tomei o silêncio do SENHOR DEXPEX como um "não" e sequer perguntei as razões de sua negativa. Nenhum de nós tocou mais no assunto, mas meu coração manteve a esperança de um dia possuir uma serpente.

Cerca de um ano e meio depois outro amigo biólogo (conheço muitos... rs) perguntou se eu queria realizar o sonho de possuir uma Python. Imediatamente liguei ao meu DONO pedindo e esperei com calma que ELE se pronunciasse. E ELE disse:

_SIM, Amar!

Ai meu Deus, quanta alegria! Combinei com meu amigo que a trouxesse naquele mesma noite e fiquei cheia de ansiedade esperando. Lá pelas 21h ele chegou trazendo-o numa bolsa própria. Meu coração não parava de pular. Ele veio com um amigo e os dois abriram a bolsa e, com ajuda de um gancho de metal o tiraram de dentro. Eu mal conseguia respirar.

Me passaram todas as instruções e disseram muitas vezes que era importante manuseá-la com frequência para que acostumasse comigo. Fiquei com ela nos meus ombros enquanto estiveram aqui em casa, mas antes de sair eles a guardaram numa caixa provisória, no dia seguinte eu providenciaria o terrário.
Acordei cedo, na verdade mal dormi, e fui soltá-la seguindo as instruções recebidas. Quando abri a caixa ela sibilou alto e forte. Era como um aviso:

_Não se aproxime!



Me afastei de imediato, o suor de medo molhou todo meu rosto, imaginando que o que ela sentia a meu respeito era o oposto do que eu sentia à respeito dela. Eu a via como uma divindade, imagino que ela me visse como a mais frágil e covarde das criaturas.
Ah... covarde não sou. O medo jamais me paralisa. Eu estava numa situação complicada porque o corpo dela já estava pra fora da caixa e ela me parecia estar convicta a não voltar pra dentro. Deixei então que saísse por completo, que explorasse o chão da sala e, com firmeza a agarrei sem usar o gancho que haviam me deixado caso eu precisasse manuseá-la e sentisse medo.
Ela não ofereceu resistência e acho que finalmente entendeu que, daí pra frente, tínhamos de aprender a conviver uma com a outra.

Niraj é macho. É muito voraz. Dizem que as serpentes não estabelecem um vínculo de afetividade com o dono porque não escutam. Além disso, não enxergam como enxergamos.. elas vêem apenas borrões de energia. Mas, ando duvidando disso. Ele é bravo e não aceita que ninguém mais chegue suficientemente perto pra tirá-lo do terrário. Só aceita a mim. Não sei como isto pode acontecer.
Quando chego no terrário pra soltá-lo, Niraj me reconhece.. falo sempre com a mesma entonação de voz:

_Quer sair, meu bebê?

Ele vem... não sossega enquanto não destranco e abro o vidro. Deixo que saia calmamente, sozinho, que desça para o chão e espero até que venha na minha direção, só aí o pego.

Quando está quente, a cada 15 dias Niraj toma banho. Abro a torneira do jardim e viro a mangueira pra cima. É lindo ve-lo de pé adorando a água como se fosse uma cachoeira. Se está frio eu o coloco na água morna no chuveiro.. ele adora.

O maior perigo é nos dias que o alimento porque fica muito agitado. Mas, aos poucos vamos estreitando nossos laços. Eu o adoro e acho que ele já gosta um pouco de mim. Se não gostasse permitiria que outras pessoas se aproximassem quando está comigo e isto é pra ele, hoje em dia, algo totalmente fora de cogitação.

A cada dia, agradeço ao SENHOR DEXPEX por me permitir a ventura de ter Niraj comigo.




Silvos


Essa serpente

que me sibila as entranhas

e se arrasta comigo

nas noites de solidão

não quer saber de tardo

ou bardo

ou bem me dá o bote

ou mal me dá voz de prisão


Lílian Maial

16 de mai. de 2011

Hoje é nosso aniversário...



Meu REI, meu DEUS, meu DONO!
Papaizinho Querido!


Tres anos e quatro meses a teus pés,
Parece que foi ontem que recebi tua coleira!
Com o poder de um raio possuistes meu corpo,
com a força d'água invadistes minha alma
e com sabedoria ocupastes definitivamente
todos os espaços do meu coração, nunca antes habitado.

A cada dia sou mais tua.
Vivo para tua alegria, teu prazer e teu orgulho.
Tudo isso faz de mim uma mulher feliz e
uma escrava na busca constante do aprimoramento,
do crescimento no servir.

Ser tua me abriu as portas da felicidade, meu DONO,
portanto, não haverá limites à minha dedicação,
devoção e à minha submissão a TI.

Todas as mulheres que existem em mim
Te agradecem por iluminares nossa casa
e todas se curvam, docemente submissas,
para beijar teus pés!


DEXPEX_{Amar Yasmine}

13 de mai. de 2011

Fé inabalável X Faca afiada

"O amor é uma faca afiada,

que fere, corta, zune veloz

com rumo nem sempre preciso
"




Meu DONO adora brincar comigo

Me compõe e me descompõe

Me ata e me desata

Me fere e me desfere

Me prende e me desprende

Me educa e deseduca

Me mete e me compromete

Me chama e me despede

Meu DONO é como um atirador de facas

Eu sou sua escrava e me dôo

ELE me fere

Me corta

E, Sádico,

Me olha nos olhos

ELE faz de mim o que deseja

Entre nós sempre há

Desejo

Perigo

Precisão

Confiança

Entrega

Minha fé no meu DONO é inabalável

Os desejos dELE são como faca afiada


DEXPEX_{Amar Yasmine}


10 de mai. de 2011

Meu DONO me disse...

"DESEJO A SUA DOR,

DESEJO O SEU PRAZER,

QUERO TUDO SEM QUALQUER LIMITE
!"




... e eu respondi...

meu DONO, em mim o SENHOR tudo pode

e, em mim, o SENHOR tudo tem!


DEXPEX_{Amar Yasmine}
*de cabeça e olhos baixos*

8 de mai. de 2011

Feliz Dia das Mães!



Para Sempre

Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.

Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.

Carlos Drummond de Andrade




A todos os filhos que aqui vêm, desejo um dia cheio de alegrias. Que jamais se descuidem de suas mães e saibam retribuir seu amor, os cuidados, a dedicação e todo carinho que recebem.



Aqueles que, como eu, não têm mais a companhia física de sua mãe, que honrem o que ela foi em vida e agradeçam em silêncio sua proteção de todos os dias.



A todas as mães, meu abraço e o desejo que tenham um dia lindo ao lado de seus filhos. Que agradeçam ao Criador todos os momentos de felicidade, preocupações, incertezas e dores. "Que nosso encurvamento na mão do Arqueiro seja nossa alegria, pois assim como Ele ama as flechas que voam rápido para longe, também ama os arcos que permanecem estáveis".



À Amada Mãe do SENHOR DEXPEX, meu mais profundo amor, respeito e agradecimento pelo FILHO Maravilhoso a quem deu vida, educou e hoje é o meu DONO ADORADO.



PARABÉNS, MAMÃE!

MUITAS FELICIDADES HOJE E SEMPRE!


DEXPEX_{Amar Yasmine}


5 de mai. de 2011

Meme cultural *;-)




Olha que ótima idéia: Fui desafiada pela menina {ternura} do Senhor ACM a participar de uma brincadeira muito interessante, um meme cultural.

A história é a seguinte:

1- Citar nome do livro que vc está lendo no momento.

2- Procurar a página 89

3- Copiar a 5ª linha desta página e colocar no blog

4- Continuar a escrever a frase com sua idéia e palavras

5- Convidar uma submissa para participar do meme.

Respostas:

1- Estou lendo "As 100 melhores Histórias Eróticas da Literatura Universal"

2- Neste livro, a 89ª página é de um conto de Jean Bodel, escritor francês da Idade Média. O conto se chama: "O Campônio de Bailleul".

3- "Sua mulher não fazia caso dele, pois era idiota e infecto, e ela amava o capelão. Então...."

4- "....quando o capelão chega, ela o recebe nua e, ávida de desejos, se joga aos pés dele, a beijar-lhe os sapatos empoeirados de tanto andar pelas ruelas da cidade em busca de suas ovelhas..."

5- Convido a submissa {Pérola}***DOM TIBERIVS, do blog À Flor da Pele, para dar continuidade ao meme.


Adorei, ternurinha,
obrigada por se lembrar de mim.

Doces besos!

DEXPEX_{Amar Yasmine}

28 de abr. de 2011

ELE chegou e....



Nesta Semana Santa ganhei o mais lindo e precioso presente que poderia ganhar: A presença do meu DONO, SENHOR DEXPEX, em nossa casa. Foram cinco deliciosos dias, só nós dois, respirando o mesmo ar, vendo o mesmo azul e as mesmas nuvenzinhas brancas no céu, debaixo da mesma lua.

2010 foi um ano muito difícil para nós, não pudemos nos ver como havíamos planejado. Quando me lembro das saudades imensas pelo longo período de espera, meu coração aperta e choro... mas, sempre sou salva por um sentimento de satisfação comigo mesma, por ter confiado cegamente no meu SENHOR, esperando com a alma leve como deve ser a alma de toda escrava.

Não vou dizer que tenha sido fácil, não foi mesmo. No entanto, durante os 15 meses que fomos impedidos de encontrar não vacilei, não o crivei de perguntas, não desconfiei, não duvidei de suas palavras e O esperei da forma mais digna e despojada, com toda a compreensão, temperança e carinho necessários.



Perto de sua chegada, todo o meu ser em festa, meu corpo ardia de desejos de dar a ELE minha carne para que saciasse seus desejos mais sádicos e mais obscenos e, nos dias que antecederam à sua chegada nao consegui comer, beber e nem dormir.

Quando o vi no desembarque, a boca seca e o coração saltando na garganta pensei: Que mulher feliz você é, Amar, por poder se doar de corpo e alma a este HOMEM que é seu DONO e por ter a chance de avivar em sua mente que em vc ELE tudo pode e em vc ELE tudo tem.

Mas, as coisas não saíram como pensei. Não tenho nenhum pudor em contar aqui o que aconteceu, acho que meu relato pode ser útil para novas escravas quando sentem medo da dor. Também para escravas experientes, que por algum motivo vêem seus limites despencados de um momento para outro e sua fragilidade vir à tona. Só queremos ser perfeitas... rs... como se isto fosse possível...



Sim, eu queria ser perfeita nos cinco dias que ELE estaria aqui... mas, amarelei. Embora minha submissão fosse absoluta, tive medo da dor que tanto me excita. Cada vez que ELE se aproximou de mim com seu sorriso sádico eu estremeci e me encolhi de medo. Isso não parou meu DONO, no entanto. ELE me bateu, me mordeu, me queimou.

Houve momentos que chorei muito... solucei... a dor me vinha como um gigante ameaçador. Implorei que parasse, coisa que nunca fiz. Meu DONO teve toda a paciência do mundo, mesmo assim fiquei muito frustrada comigo mesma por ver meus limites no chão, por querer servir plenamente e não conseguir. Mais de uma vez pedi perdão. ELE, até me perdoou... mas, fez valer sua vontade e me deixou essas marcas lindas.

Antes de nos despedirmos eu perguntei:
_DONO, algo te desagradou?
ELE me olhou fixo e me respondeu com outra pergunta:
_Onde está sua resistência, Amar?
Morta de vergonha, de cabeça e olhos baixos, ousei:
_Ela voltará a ser como sempre foi e até melhor, DONO. É uma promessa!

Assim que ELE partiu me corpo reagiu e eu desejei sentir todas as dores desperdiçadas, mas agora terei que esperar por sua nova chegada para dar-lhE TUDO que ELE merece dos meus carinhos, da minha servidão e do meu masoquismo, que não são uma simples ilusão, mas o que de mais real tenho em mim.



Obrigada, meu DONO,
por tua comprensão, paciência
e por todos os carinhos.

Obrigada, meu DONO,
por me permitir estar a teus pés
e por me fazer a mais feliz das escravas
de todos os tempos, e de todo o universo.


DEXPEX_{Amar Yasmine}

17 de abr. de 2011

Contagem regressiva pro DONO chegar...

Enquanto espero... relembro



















e suspiro...

10 de abr. de 2011

A moça mostrava a coxa




A moça mostrava a coxa,

a moça mostrava a nádega,

só não mostrava aquilo

– concha, berilo, esmeralda –

que se entreabre, quatrifólio,

e encerrra o gozo mais lauto,

aquela zona hiperbórea,

misto de mel e de asfalto,

porta hermética nos gonzos

de zonzos sentidos presos,

ara sem sangue de ofícios,

a moça não me mostrava.

E torturando-me, e virgem

no desvairado recato

que sucedia de chofre

à visão dos seios claros,

qua pulcra rosa preta

como que se enovelava,

crespa, intata, inacessível,

abre-que-fecha-que-foge,

e a fêmea, rindo, negava

o que eu tanto lhe pedia,

o que devia ser dado

e mais que dado, comido.

Ai, que a moça me matava

tornando-me assim a vida

esperança consumida

no que, sombrio, faiscava.





Roçava-lhe a perna. Os dedos

descobriam-lhe segredos

lentos, curvos, animais,

porém o maximo arcano,

o todo esquivo, noturno,

a tríplice chave de urna,

essa a louca sonegava,

não me daria nem nada.

Antes nunca me acenasse.

Viver não tinha propósito,

andar perdera o sentido,

o tempo não desatava

nem vinha a morte render-me

ao luzir da estrela-d'alva,

que nessa hora já primeira,

violento, subia o enjoo

de fera presa no Zôo.

Como lhe sabia a pele,

em seu côncavo e convexo,

em seu poro, em seu dourado

pêlo de ventre! mas sexo

era segredo de Estado.

Como a carne lhe sabia

a campo frio, orvalhado,

onde uma cobra desperta

vai traçando seu desenho

num frêmito, lado a lado!

Mas que perfume teria

a gruta invisa? que visgo,

que estreitura, que doçume,

que linha prístina, pura,

me chamava, me fugia?

Tudo a bela me ofertava,

e que eu beijasse ou mordesse,

fizesse sangue: fazia.





Mas seu púbis recusava.

Na noite acesa, no dia,

sua coxa se cerrava.

Na praia, na ventania,

quando mais eu insistia,

sua coxa se apertava.

Na mais erma hospedaria

fechada por dentro a aldrava,

sua coxa se selava,

se encerrava, se salvava,

e quem disse que eu podia

fazer dela minha escrava?

De tanto esperar, porfia

sem vislumbre de vitória,

já seu corpo se delia,

já se empana sua glória,

já sou diverso daquele

que por dentro se rasgava,

e não sei agora ao certo

se minha sede mais brava

era nela que pousava.

Outras fontes, outras fomes,

outros flancos: vasto mundo,

e o esquecimento no fundo.

Talvez que a moça hoje em dia...

Talvez. O certo é que nunca.

E se tanto se furtara

com tais fugas e arabescos

e tão surda teimosia,

por que hoje se abriria?

Por que viria ofertar-me

quando a noite já vai fria,

sua nívea rosa preta

nunca por mim visitada,

inacessível naveta?

Ou nem teria naveta...

(Carlos Drummond de Andrade)



3 de abr. de 2011

"SE".. escravas tivessem querer...

...provavelmente cantariam assim:


Quero que você me bata
Que você me xingue
Quero que você me espanque
Que você me arranhe

Quero que você me trace, baby
Que me coma e babe
Quero que você me arrase
E que me negue e rasgue

Que você me foda
Que você me esmague
Que você me curre
Que você me force
Que você me queime
E que você me goze

Quero que você me adote
Que você me cuide
Quero que você me exploda
Que você me explore

Quero que você me cheire
Que você me choque
Quero que você me pise
E que você me entorte

Que você me bata
Que você me apronte
Que você me negue
Que você me esgane
Que você me curve
E que você me love


Prenda

Bata

Rasgue

Pique, xingue e explore


Cuspa

Corte

Choque

Amarre, lese e love


Quero que você me beije, baby, baby.. beije, baby, baby..
Baby, baby, beije e babe
Quero que você me pise, que me bata e amasse


Que vc me curre

Foda

Mije

Espanque

Xingue

E que você me love



Que você me prenda

Que você me morda

Que você me rasgue

Que você me pique

Que você me mate,

E que você me love


*ai.. ai.. cantando.. dançando.. e suspirando..*


Música: Love
Cantora: Simone
Autor: Paulo Padilha
Letra adaptada: DEXPEX_{Amar Yasmine}



*;-)

25 de mar. de 2011

No corredor da morte..

Se é verdade que tudo tem começo, meio e fim, no corredor da morte a submissa espera... Boca seca, coração apertado, olhos vidrados, ar gélido no peito.. até que chegue sua hora.



Ontem eu saí cedo pra buscar a calopsita da minha amiga Dani.. ela vai ficar comigo uns tempos porque o macho fugiu e ela está morrendo de tristeza. Só fica piando de uma forma dolorosa e no fundo da gaiola... nem no poleiro quer subir. Enfim, fui buscá-la com a missão de lhe devolver a vontade de viver e, se conseguir retorná-la à alegria, pensarei ainda mais sério na possibilidade de um trabalho voluntário com animais que sofreram algum trauma, que já se recuperaram fisicamente mas que ainda estão sofrendo de tristeza... quem sabe é este o meu caminho?

Coloquei a gaiola sobre o banco do passageiro e, enquanto dirigia vim conversando com ela. Conversando sim, porque por várias vezes ela esperou que eu calasse para me responder com um piado triste de dar dó. Argumentei que nem tudo era dor, que se lembrasse dos dias felizes, do aprendizado... mas, ela só sabia lamentar... Piii tuuuuuuuu..... Piii tuuuuuuuu..... Piii tuuuuuuuu.....

No caminho para casa eu pensei que, embora seja simplesmente divino ser mulher.. (e se houver outras vidas quero sempre voltar mulher..), estamos todas condenadas ao sofrimento do amor... sejamos lá o que formos: escravas, submissas, ou baunilhas...



É, minha amiga, nenhuma de nós passa impune.. não mesmo. Algumas, com um instinto maior de sobrevivência, ao verem ceifadas suas relações logo engatam numa outra... talvez numa tentativa de fugir da dor. Não é o meu caso.. preciso de um tempo pra digerir.. mas, acho que fazem até muito bem as que procuram logo outra pessoa... já dizia minha avó: “Um amor só se cura com outro”... ou, “Rei morto, Rei posto”. Não sei e nem vou julgar ninguém, cada um sabe de si e ninguém tem o direito de censurar.

O fato é que, diferenças à parte, tanto faz se somos Paulas, Renatas, Valérias, Marias, ou até Ninas (nome da calopsita abandonada pelo macho), tanto faz também se somos escravas, submissas, cadelas, putas, meninas, brinquedos, masoquistas, baunilhas apimentadas ou sem pimenta... e até calopsitas...porque não? Mais cedo ou mais tarde estamos todas condenadas à dor. Tanto faz o estilo de vida, status sócio-econômico cultural, tanto faz a idade, ou o tipo físico, vivemos todas no corredor da morte.

Não, não sou dramática e muito menos pessimista, eu não espero o pior. Apenas parei pra pensar quanto dói lembrar que a qualquer momento tudo pode acabar. E não venha me dizer: "_Ah.. entao não pense nisso agora!" Te garanto que prefiro a lucidez, por mais que doa, do que viver no mundo da lua.

E me parece que quanto maior for a entrega e a doação de si mesma, maior será o sofrimento. Não mais estarmos ajoelhadas diante do Dono, não termos mais sua mão a segurar a guia da nossa coleira, nem sua vontade sobre a nossa. E não encontrarmos nossa imagem no espelho, porque no espelho tudo que veremos será a sua face amada, estas são dores dilacerantes.

Mas, por favor, não se atenham ao sofrimento.. Pensem nas maravilhas do presente. E, se no corredor da morte o que nos acomete é uma dor infinda, o tempo de servidão, por mais breve que seja, nos permite viver o nirvana que será sempre imensurável e compensará todas as dores presentes e futuras.

19 de mar. de 2011

O amor, o prazer e a mágoa...


Diego Rivera e Frida Khalo
um amor imenso e fascinante



"Se eu amasse uma mulher,
quanto mais a amasse
mais desejaria magoá-la
."

(Diego Rivera)



As casas de Diego Rivera e Frida Khalo,
unidas por uma ponte
.

10 de mar. de 2011

Dias Antecedentes




Dia 6 nossa saga antecede,

Um amor que dura para sempre,

Dia 6 o dia amanhece,

Desperta o coração e mente

Uma namorada que me conheça bem,

Alguém que me conheça por dentro,

Uma namorada que a mim me tem,

Num amor que vence o tempo.

Dia 13 nossa paixão antecede,

Ouço sua musica como se fosse uma prece,

Preciso de você desesperadamente,

Pois quero compartilhar você para sempre.

Não preciso de alguém fingido,

Num tipo de amor corrompido,

Para me desiludir outra vez,

Como fizeram comigo uma vez.

Preciso de alguém definitivo,

Preciso de alguém com princípios,

O tipo de amor que não sai voando,

O tipo de amor que se vive amando...

Namorada dos sonhos venha me salvar,

Neste dia 20 que está a anteceder,

Neste dia dá para prever,

A maneira como vou te ver...

Finalmente o dia 27 começa,

O inicio de toda nossa era,

Finalmente encontra-se o começo,

Nós dois no mesmo berço.

Dia 6, dia 13, dia 20 e dia 27,

Chegamos na hora da mesma prece,

Eu do mês de abril você do mês de março,

Nosso destino num grande embaraço.


Homenagem do meu amigo poeta

Vinicius Caetano,

para Mariah Carey, sua paixão
.

8 de mar. de 2011

Amor entregue




Que este amor não me cegue nem me siga

E de mim mesma nunca se aperceba

Que me exclua de estar sendo perseguida

E do tormento

De só por ele me saber estar sendo

Que o olhar não se perca nas tulipas

Pois formas tão perfeitas de beleza

Vêm do fulgor das trevas

E o meu SENHOR habita o rutilante escuro

De um suposto de heras em alto muro


Que este amor só me faça descontente

E farta de fadigas

E de fragilidades tantas

Eu me faça pequena

E diminuta e tenra

Como só sonhem ser aranhas e formigas

Que este amor só me veja de partida


(Hilda Hilst)

4 de mar. de 2011

1 de mar. de 2011

Pétala por pétala



Ele diz que sou flor

e de repente me toca...

me abre e respira,

me chama pra vida...

pétala por pétala,

no chão despida


(Cáh Morandi)



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